AO IDOSO, MINHAS DEFERÊNCIAS!
Deferência não só pelo que foi, pelo que constatou, como pelo que é.
Deferência pela construção histórica que lhe faz personagem.
Deferência pelas vidas que semeou, pelas marcas que deixou, pela cultura absorvida e devolvida para aqueles que com eles conviveram.
Deferência pela privilegio que apenas alguns têm de conviver com um idoso.
Temos: verdadeiros arquivos vivos precisando ser resgatados e.......desprezamos.
Temos: relatos vivos de episódios históricos vividos e ...........desconsideramos.
Temos: uma sabedoria de vida querendo ser passada e .........desvalorizamos.
Constato que o desprezo pela experiência, que o desprezo pela história de cada um, esquecendo-se de vê-los como fragmento extremamente importante para a construção da cultura, está sendo imprimido nos nossos valores morais.
Valoriza-se:
- a ansiedade que, antes de levar ao stress, desperta um comportamento competitivo, extremamente ágil "aprovado pelo atual modus vivendi ".
- o descartável porque vai rapidamente desocupar o lugar para outra conquista gerando alta rotatividade " aprovado pela política de consumo."
- o poder do mais forte, daquele que tem mais, daquele que ganha " aprovado pela sociedade capitalista".
Isto posto enquanto crença pessoal, trabalho sobre a possibilidade deste indivíduo se colocar novamente na sociedade como forte colaborador. Opto por esta postura tendo em vista enxergá-la como mais saudável no lugar da tentativa inocente de fazer os mais jovens modificarem suas crenças. Primeiro há que se fazer presente; a valorização virá como conseqüência.
COMO SE PROCEDE
Permitindo que o passado venha à tona com temas selecionados pela própria pessoa.
Movimentando este passado para o presente, mostrando desta forma a eternização dos indivíduos através dos atos praticados e do testemunho vivenciado.
Valorizar estes ricos depoimentos pontuando que todos temos que nos responsabilizar em relatar experiências vividas pois é assim que se processa a cultura: uma geração contando à outra.ESTRATÉGIAS
Registrando os fatos colhidos: gravador e/ou computador.
ATUAÇÃO
Simplesmente como condutor, com interferência mínima quanto aos relatos
Estar junto nas emoções: ouvir dores e queixas. Conduzir à lembranças festivas e satisfatórias.
Levá-los a descobertas sobre o que pode e deve fazer: se a vida limita de um lado, amplia de outro.
<< Volta ........................................................................Próximo Texto >>
Eneida
Souza Cintra Cons: Rua Lisboa, 196 SP Tel:30880957 Cel:91533705
E-Mail: eneidasouza@uol.com.br